Ordens de Paladinos

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Ordens de Paladinos

Mensagem por Viajante, o Cruzado em Qua Ago 14, 2013 5:37 pm

Paladino. Sob esta alcunha são classificadas diversas ordens de guerreiros sagrados. Um paladino é, por definição, um mártir, um guerreiro que se sacrifica pelos outros em nome de um propósito maior. Contudo, é errado acreditar que todos os paladinos servem aos princípios básicos da Luz Sagrada; as ordens de paladinos possuem motivações, ideologia, princípios e objetivos divergentes, às vezes até antagônicos.

As ordens conhecidas de paladinos em Azeroth são:


Os Cavaleiros do Punho de Prata
Alcunha: Paladinos
Raças: Humanos, anões, alguns elfos superiores

Quando se fala em "paladino", são os cavaleiros do Punho de Prata que pensamos em primeiro lugar. Eles são a ordem original de paladinos de Azeroth, fundados sobre as virtudes da Luz Sagrada: respeito, tenacidade e compaixão.

O Punho de Prata foi formado logo antes da Segunda Guerra, quando a Horda Órquica havia dominado Ventobravo e começava sua expansão para o norte, ocupando as terras de Khaz Modan e visando dominar toda Lordaeron. Nessa época, quando o Campeão de Ventobravo, Anduin Lothar, convocou os seis outros reinos humanos para formar a Aliança de Lordaeron, o Arcebispo da Luz Sagrada, Alonsus Faol, preocupado com a Horda vindoura e com o extermínio dos pacatos sacerdotes da Luz na Primeira Guerra, decidiu por formar uma ordem militar vinculada à Igreja.

Esta ordem, chamada de Punho de Prata em homenagem à lenda do titã caído Tyr, adotou tanto guerreiros como sacerdotes, que se dedicariam a desenvolver suas técnicas de luta e a aprender a usar a Luz como uma arma de virtude para proteger os inocentes e trazer esperança às tropas da Aliança.

Os cinco primeiros paladinos foram Uther o Arauto da Luz, Saidan Dathrohan, Tyrion Fordring, General Turalyon e Gavinrad, mas ao longo da guerra outros foram treinados. Nos tempos de paz que seguiram, os paladinos se tornaram um braço permanente da Igreja, sempre prontos a defender a causa da justiça.

Na Terceira Guerra, o Punho de Prata foi debandado pelo Príncipe Arthas e em seguida dizimado pelo Flagelo. Embora a estrutura central da ordem fora destruída, muitos paladinos sobreviveram e a ordem se reformou de uma forma menos estruturada em Ventobravo. Muitos dos membros sobreviventes do Punho de Prata em Lordaeron viriam a se unir a novas ordens de paladinos, como a Cruzada Escarlate ou a Aurora Argêntea.

Humanos, anões e alguns elfos superiores estão entre as raças conhecidas por se filiarem ao Punho de Prata. Como seguidores ardorosos da Luz Sagrada, esses campeões buscam agir em nome da justiça, caridade e desprendimento.


A Mão de Argus
Alcunha: Vindicantes
Raças: Draeneis

Embora sua aparição em Azeroth tenha sido muito recente, a ordem da Mão de Argus tem uma existência muito mais antiga do que o Punho de Prata. A Mão de Argus foi formada pelos draenei como guardiões e protetores de sua raça em seu longo exílio. O nome da ordem remete ao mundo natal dos draenei, Argus.

Os guerreiros da Mão de Argus são conhecidos como "vindicantes" (o termo "paladino" é essencialmente de origem humana). Eles possuem muitas semelhanças em atitude com os Cavaleiros do Punho de Prata, com os quais compartilham o desejo de servir em nome da justiça. Enquanto os paladinos tradicionais do Punho de Prata canalizam diretamente a Luz, contudo, os vindicantes o fazem através das bençãos dos Naarus. A Mão de Argus também age como força policial e principal força militar dos draeneis, diferenciando-se assim dos paladinos do Punho de Prata, que não possuem uma posição formal na sociedade ou exército de seus povos.


Os Cavaleiros Sangrentos
Alcunha: Cavaleiros Sangrentos
Raças: Elfos sangrentos

Quando o Flagelo dizimou o reino élfico de Quel'thalas e corrompeu a Nascente do Sol, muitos elfos perderam sua fé na Luz. Em desespero dos Tempos Sombrios, os elfos viram esperança num presente enviado pelo então Príncipe Kael'thas: um Naaru capturado chamado M'uru. Enviado prisioneiro a Luaprata, o propósito de M'uru era servir como uma fonte temporária para alimentar a sede de magia dos elfos sangrentos. Contudo, sob o comando de Lady Liadrin, uma antiga sacerdotisa da Luz Sagrada, os elfos de Quel'thalas viram em M'uru uma oportunidade maior.

Os elfos sangrentos sob Liadrin, em maioria guerreiros ou antigos sacerdotes, aprenderam a canalizar e usar a Luz de M'uru como uma arma para proteger o seu povo. Em torno dessa prática, formou-se a Ordem dos Cavaleiros Sangrentos, uma ordem militar dedicada a proteger e zelar por Quel'thalas e seus habitantes.

Ao contrário de paladinos tradicionais, os cavaleiros sangrentos não eram limitados por conceitos como justiça ou caridade. Seu propósito se resumia a garantir a sobrevivência de sua raça a qualquer custo, assim usando os poderes da Luz roubada muitas vezes através de métodos questionáveis.

Uma forma de redenção viria mais tarde, quando M'uru foi roubado pelos elfos leais a Kael'thas e levado a Quel'danas, onde seria corrompido e ajudaria na tentativa de evocar o grão-lorde demoníaco Kil'jaeden. Privados de sua fonte de poder, os cavaleiros sangrentos se viram com seus dias contados. Em desespero, Lady Liadrin buscou o perdão dos Naarus e colocou seus cavaleiros à disposição da Ofensiva do Sol Partido, uma força conjunta de elfos sangrentos e draeneis que tinha o objetivo de impedir a vinda de Kil'jaeden.

Salvação viria nas mãos do Profeta Velen, que após a expulsão de Kil'jaeden usaria a centelha restante de M'uru para purificar a Nascente do Sol e torná-la uma fonte de energias sagradas e arcanas. Usando a Nascente do Sol como sua nova fonte de poder, os cavaleiros sangrentos viriam a recuperar suas forças e retomar seu propósito como protetores de Quel'thalas.

Embora desde os eventos da Nascente do Sol os cavaleiros tenham deixado parte de seu zelo cego e tenham assumido perspectivas mais em linha com os paladinos tradicionais, a ordem ainda tem como função primática proteger os elfos sangrentos, e muitos de seus membros ainda cumprem sua função através de métodos questionáveis ou mesmo amorais. Resta saber porque a Luz ainda cede aos apelos desses "paladinos" amorais.


Os Andarilhos do Sol
Alcunha: Andarilhos do Sol
Raças: Taurens

Por muitas gerações, a religião tauren foi centrada na adoração a Mu'sha, a Lua. A outra deidade tauren, An'she, o Sol, sempre fora respeitada, mas raramente adorada. Em tempos recentes, logo antes do Cataclismo, tribos de taurens começaram a buscar respostas e proteção na "Luz da Esperança", An'she. Esses taurens aprenderam a canalizar a Luz através dessa adoração ao Sol, abrindo novos caminhos de poder para sua raça.

Sob a liderança de Aponi Juba Clara, alguns taurens devotos de An'she juraram usar seus dons para proteger seu povo e buscar justiça para a Mãe Terra. Chamados "andarilhos do sol", esses guerreiros sagrados se adicionariam aos xamãs, druidas e recém-chegados videntes (sacerdotes) como guias e protetores espirituais da nação tauren.

Os andarilhos do sol são mais uma vocação do que uma ordem. Eles não possuem as formalidades nem tradições fortes de outras ordens de paladinos, e são muitos recentes para terem se firmado como presenças tradicionais nas comunidades de taurens.


Outros

Embora não sejam exatamente ordens exclusivas de paladinos, há organizações neutras que treinam e mantém paladinos como seus campeões. Exemplos incluem:

A Cruzada Escarlate: Fanáticos paranóicos dedicados à eliminação dos mortos-vivos, a Cruzada Argêntea foi recentemente dizimada em Lordaeron e Nortúndria, restando uns poucos sobreviventes. Devido a seus métodos extremos, paranóia intensa e corrupção demoníaca, os cruzados são inimigos tanto da Aliança como da Horda.

A Cruzada Argêntea: Liderada por Tyrion Fordring e formada pela união de sobreviventes do Punho de Prata e da Aurora Argêntea (uma organização religiosa dedicada a combater o Flagelo), a Cruzada Argêntea se tornou a maior e mais poderosa ordem de paladinos. Responsável por trazer a derrocada do Lich Rei, a Cruzada Argêntea agora se concentra na purificação e recolonização das Terras Pestilentas em Lordaeron. É uma organização neutra que tenta promover também a paz entre Aliança e Horda.

A Irmandade da Luz: Uma facção extremista da Cruzada Argêntea, a Irmandade da Luz é formada por zelotas dedicados que não temem usar métodos questionáveis para alcançar seus objetivos. Eles desejam erradicar os mortos-vivos e demônios em Azeroth, bem como restabelecer o reino de Lordaeron.

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Respeito: Cada coisa tem sua conexão com o mundo; Não maltrate o que você valorizaria se fosse seu.
Tenacidade: O mundo é grande demais para ser refeito em um dia; Perseverança gera força.
Compaixão: Você conquista mais iluminando as vidas alheias do que a sua própria; Ofereça ajuda sem pedir nada em troca, mas sem desvalorizar aquele que a recebe.

Um mundo melhor é minha felicidade. A tragédia alheia piora o mundo. Estamos todos ligados.

Esta é a essência da Luz Sagrada.
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Viajante, o Cruzado

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