Os Povos Élficos: uma breve história

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Os Povos Élficos: uma breve história

Mensagem por Malaísa em Seg Abr 08, 2013 10:53 am

Olá, meus caros alunos. Pude perceber um grande interesse de muitos pelos povos élficos e, como estudante de magia, a história dos elfos sempre me interessou. Afinal, entre eles sempre estiveram alguns dos maiores arcanistas de Azeroth. Então, para sanar dúvidas, resolvi desenvolver um pequeno resumo da história desses povos. A ideia original era separar em tópicos: elfos noturnos (os "Kaldorei", ou "Filhos das Estrelas" em Darnassiano), elfos superiores (os "Quel'dorei", que significa "Filhos Privilegiados" em Darnassiano ou "altos elfos" em Talassiano) e os elfos sangrentos ("Sin'dorei", ou "Filhos do Sangue" em Talassiano). Contudo, as histórias desses povos estão tão interligadas, que eu acabaria me repetindo muito.



Um Pouco sobre a Mente Élfica

Antes de começarmos, vamos tratar um pouco sobre a mentalidade élfica. Embora cada povo élfico tenha suas particularidades, há traços em comum que podemos explorar. Primeiro, elfos vivem muito. Elfos superiores podem alcançar 600 anos facilmente, e alguns anciões tinham mais de um milênio de existência. Infelizmente, praticamente todos os mais velhos morreram na queda de Quel'thalas. Os elfos noturnos até há uma década atrás eram imortais, alguns deles passam dos 15 mil anos de vida, e os elfos sangrentos são uma transformação recente, acarretada por contato com mágicas demoníacas. Não sabemos como a perda da imortalidade ou a contaminação com energia vil pode ter alterado a longevidade desses elfos, mas podemos presumir que eles ainda são tão longevos quanto os elfos superiores.

Tradicionalmente, um elfo é considerado adulto por volta dos 60 anos (quando eram imortais, os elfos noturnos só consideravam adultos os que tinham mais de 300!). Contudo, isso é só uma questão de mentalidade, um elfo se desenvolve não muito diferente de um humano. Por volta dos 20 anos, ele já tem o corpo maduro e a mente tão capaz quanto qualquer humano de mesma idade. A questão é que os elfos esperavam que seus filhos ganhassem sabedoria antes de serem considerados adultos e terem plenos direitos, e isso tomava tempo. Agora que estamos em tempos mais díficeis e os povos élficos têm sofrido muitas perdas, não é incomum ver elfos extremamente jovens, com 20 anos ou mesmo menos, serem considerados adultos e aptos a tomarem decisões importantes em sua sociedade. Essa juventude tem transformado as sociedades élficas de uma forma revolucionária, como veremos adiante.

Por terem vida tão longa, elfos pensam de forma bem diferente de humanos ou mesmo anões ou nós gnomos (tanto anões como gnomos vivem bem mais que humanos. Euzinha mesma, com meus 22 aninhos, ainda sou uma adolescente para meu povo). Quando estão em situação confortável, elfos são pacientes. Eles têm uma mente afiada e analítica e dedicam-se a observar e contemplar antes de tomar decisões. O fato de viverem tanto os faz não ligar muito para o tempo. Contudo, quando ameaçados ou forçados a interagir com eventos rápidos, elfos tomam atitudes tempestivas e imediatas, por vezes até impensadas. É como se tivessem um desespero a retornar à tranquilidade habitual. É por isso que não se deve enfurecer um elfo: a reação pode ser bem impensada e espontânea.

Também por viverem tanto, elfos guardam memórias de uma forma bem particular. Eventos importantes são lembrados perfeitamente por muito tempo. Coisas que aconteceram há trinta ou quarenta anos são lembradas tão vividamente como algo que ocorreu há poucas horas. Eventos de séculos atrás podem ficar marcados na mente dos elfos. Por outro lado, sua memória é fraca para qualquer coisa que pareça sem importância. Por isso, os elfos podem parecer distraídos ou desinteressados às vezes.

Por fim, elfos possuem sentidos aguçados. Aquelas orelhas não são só para mostrar não! Eles ouvem muito bem e enxergam quase perfeitamente na penumbra. Isso, somado à paciência habitual e à agilidade natural dos elfos, os torna grandes espreitadores. Não é à toa que todas as sociedades élficas baseiam suas defesas mais tradicionais em patrulheiros ocultos nas matas, onde podem espreitar invasores facilmente. Isso sempre fez com que os povos élficos se sentissem mais à vontade em meio às matas.



Uma História Bem Antiga

A história dos povos élficos começa há muito tempo atrás. Alguns sustentam que eles evoluíram de trolls que encontraram as águas encantadas e ricas em poder arcano da Nascente da Eternidade, mas não mencione isso a um elfo. Eles realmente não gostam de se considerar aparentados com os trolls. De qualquer forma, os Kaldorei, ou "elfos noturnos", desenvolveram sua sociedade ao redor da Nascente, que se situava bem no centro da Grande Kalimdor, o continente único que existia naquela época.

Os elfos noturnos logo desenvolveram grande aptidão para a magia arcana. Sua sociedade se estruturou em castas, todas governadas pela Rainha Azshara, uma elfa de imenso poder. A casta mais alta entre os Kaldorei eram os nobres "altaneiros", ou Quel'dorei, que detinham o maior domínio e conhecimento sobre magia arcana. Entre as castas mais baixas estavam os soldados, os sacerdotes e os plebeus. Outras formas de magia que não a arcana eram depreciadas, mas alguns elfos, sob a liderança de Malfurion Tempesfúria, entraram em contato com o semideus Cenarius e aprenderam as práticas druídicas.

Contudo, o poder aos poucos corrompeu a Rainha Azshara e seus seguidores Altaneiros. Após milênios no poder, Azshara entrou em contato com o Grão Lorde Demoníaco Sargeras, que convenceu a Rainha de que o mundo poderia ser refeito, expurgando-o de toda imperfeição. Azshara, obcecada em trazer Sargeras a Azeroth, fez um pacto com a Legião Ardente.



A Guerra dos Antigos

10.000 anos atrás, Azshara e os altaneiros começaram a evocar mais e mais demônios para Azeroth, que por sua vez abriram portais para que a Legião Ardente viesse a este mundo. Mesmo os demônios mais poderosos da Legião, como Archimonde e Mannoroth, chegaram a ser evocados para nosso mundo. O plano deles era iniciar um grande ritual para trazer o próprio Sargeras, cuja chegada marcaria o fim do mundo como era conhecido. O objetivo de Sargeras era se apoderar da Nascente da Eternidade e transformar os Azshara e os altaneiros em mais uma força demoníaca ao seu comando. Estávamos condenados a ser mais um dos mundos destruídos pela Legião.

Mas os próprios elfos noturnos pegaram em armas para defender nosso mundo. Sob liderança da Sacerdotisa da Lua Tyrande Murmuréolo, as castas inferiores foram organizadas numa força de combate. O druida Malfurion, amante de Tyrande, conseguiu alianças com forças naturais, inclusive os Ancientes e arvorosos, as Revoadas Dragônicas e os semideuses Antigos como Aviana, Goldrinn, Tortolla, Cenarius e Agamaggan. Até mesmo entre os altaneiros havia aqueles que perceberam a loucura de Azshara. Liderados por Dath'remar Andassol, esses altaneiros traíram a rainha e aliaram-se aos rebeldes. Juntos, esses exércitos de elfos, dragões, quimeras, gigantes e deuses marcharam contra a Legião e seus seguidores altaneiros.

Uma carta selvagem na guerra foi Illidan Tempesfúria, irmão de Malfurion e obcecado por magia e poder. Apaixonado por Tyrande, a princípio ele aliou-se com os rebeldes. Depois, traiu-os e se aliou à Legião, adquirindo diversos conhecimentos sobre os demônios. Na hora da batalha derradeira, contudo, ele traiu os demônios e foi instrumental na derrota de Azshara e da Legião Ardente.

De qualquer forma, e apesar de várias reviravoltas, inclusive a traição do Aspecto Dragônico Neltharion, hoje conhecido como Asa da Morte, Tyrande, Malfurion, Illidan e os dragões conseguiram impedir a evocação de Sargeras. Contudo, a interrupção tornou instável a Nascente da Eternidade, que começou a implodir. As forças dos Antigos recuaram a tempo, mas a destruição final da Nascente partiu o mundo, destruindo a antiga Kalimdor e forçando os continentes como os conhecemos hoje.



A Traição de Illidan

A nova sociedade élfica que se formou era bem diferente da anterior. Por medo de que a prática de magia traria a Legião de volta a este mundo, os Kaldorei baniram o uso de magia arcana, os sacerdotes e druidas dividiram entre si o poder de governar. Sua sociedade se reformou nas florestas do norte da atual Kalimdor, ao redor do Monte Hyjal, uma montanha sagrada. Contudo, sem que soubessem, Illidan tinha coletado parte da água da Nascente da Eternidade em sete frascos. Em segredo, ele ascendeu ao topo de Hyjal e ali depositou parte da água mística coletada num lago, criando uma nova Nascente da Eternidade que ele usaria em benefício próprio.

A traição de Illidan foi descoberta por seu irmão Malfurion. Como punição, Illidan foi aprisionado. Para ocultar e conter o poder da nova Nascente, os Kaldorei buscaram as revoadas dragônicas. O Aspecto da Vida, Alextrasza, abeençoou uma semente, que foi lançada ao lago e deu origem à grande Árvore do Mundo, Nordrassil. O Aspecto do Tempo, Nozdormu, ligou Nordrassil às vidas dos elfos noturnos, tornando-os imortais para que pudessem defender a árvore. O Aspecto do Sonho, Ysera, ligou os elfos também à árvore, estabelecendo que seus druidas vigiariam a árvore através do Sonho Esmeralda.

Aos poucos, a nova sociedade élfica foi se estruturando. Imortais, eles se tornaram uma sociedade praticamente estática. Tradicionalmente, os homens se tornavam druidas, os quais dormiam por séculos de cada vez em contato com o Sonho Esmeralda. As mulheres tradicionalmente eram guerreiras e sacerdotisas, zelando pela sociedade e pela defesas das florestas do norte de Kalimdor.



O Exílio dos Elfos Superiores

Nem todos estavam satisfeitos com a nova ordem. Cerca de sete mil anos atrás, os altaneiros remanescentes, liderados por Dath'remar Andassol, iniciaram uma revolta pelo direito de utilizarem a magia arcana que viam como sua herança. Até então, ela era praticada às escuras, mantida como um crime. Malfurion, incapaz de ordenar a morte de tantos elfos, ao invés disso os condenou ao exílio. Antes que partissem, Dath'remar roubou um dos frascos com as águas da Nascente da Eternidade que Illidan guardara. Os altaneiros foram então exilados ao mar, cruzando o Grande Oceano e chegando à atual Lordaeron.

Os Quel'dorei, renunciando à cultura Kaldorei, passaram ser conhecidos apenas como os elfos superiores. Ali, desenvolveram um culto ao Sol e à Luz e aos poucos foram se tornando uma raça diferente. A imortalidade os abandonou, suas peles e cabelos clarearam, seu tamanho se reduziu. Após várias tentativas frustradas de se estabelecerem, eles chegaram ao norte de Kalimdor, onde fundaram seu reino, Quel'thalas. Ali, usaram as águas da eternidade para gerar uma nova fonte de poder místico, a Nascente do Sol.

Contudo, os elfos estavam se estabelecendo em terras trólicas. Os trolls florestais de Zul'Aman reagiram violentamente à presença dos elfos. Após um conflito de milênios, há cerca de 3.000 anos atrás, os elfos se aliaram aos humanos, ensinando magia arcana a estes, e esta aliança derrotou o reino de Zul'Aman e traria grandes mudanças para a humanidade. Mas esta é outra história, voltemos aos elfos.

Os elfos superiores viriam a se isolar novamente após o fim das guerras trólicas, mas alguns mantiveram contato com a humanidade. Inclusive, elfos e humanos se uniram para fundar a cidade mágica de Dalaran. Por três mil anos esse contato entre as raças se manteve, ainda que os elfos superiores de Quel'thalas preferissem se manter isolados.



A Segunda Guerra

Há mais ou menos vinte anos, a Horda órquica chegou a Azeroth e começou um rastro de destruição pelos reinos do Leste. Os reinos humanos, aliados aos anões e gnomos, buscaram o apoio dos elfos superiores de Quel'thalas. O então rei de Quel'thalas, Anasterian Andassol, a princípio recusou essa Aliança, mas devido à uma jura de sangue feita com a linhagem dos arathi, ele foi forçado a mandar uma força simbólica de pratrulheiros para auxiliar a Aliança de Lordaeron.

Quel'thalas só entrou formalmente na guerra quando os orcs chegaram às suas florestas e se aliaram aos trolls de Zul'Aman. Com a ajuda de uma armada élfica, a Aliança foi capaz de rechaçar os orcs e eventualmente ganhar a guerra. Contudo, logo que a guerra terminou e diante da obrigação de ajudar na reconstrução de Ventobravo e na manutenção dos campos de confinamento de orcs, o Rei Anasterian ordenou o retorno de todos os elfos superiores a Quel'thalas e isolou seu reino novamente, deixando formalmente a Aliança. Essa debandada viria a marcar os elfos superiores negativamente para os humanos. Contudo, muitos elfos se recusaram a obedecer tal ordem, mantendo sua amizade com humanos. Em especial, os elfos superiores de Dalaran mantiveram laços abertos com a humanidade.


A Terceira Guerra e a vinda do Flagelo

Quel'thalas se manteria isolada por vinte anos, até a vinda do Cavaleiro da Morte Arthas e o Flagelo de mortos-vivos. A fim de chegar à Nascente do Sol para reerguer o necromante Kel'thuzad como um Lich, Arthas marchou por Quel'thalas, criando um rastro de destruição, transformando o sul da Floresta do Canto Eterno em uma "Terra Fantasma", destruindo a capital Luaprata, corrompendo a Nascente do Sol e chacinando milhares de elfos. Estima-se que 90% da população dos elfos superiores pereceu na invasão, embora desconfio que essa estimativa não inclua os elfos que viviam longe de Quel'thalas na época.

Em seguida, o Flagelo marchou sobre Dalaran, também devastando a cidade, onde Kel'thuzad evocou o Lorde demoníaco Archimonde, abrindo caminho para uma grande força da Legião Ardente.

Enquanto isso, a Horda liderada pelo Chefe Guerreiro Thrall chegava a Kalimdor, assim como as forças da Aliança (que incluíam elfos superiores) de Jaina Proudmore. Os orcs, liderados por Grom Grito Infernal, invadiram as florestas do Vale Gris em busca de madeira, e com isso despertaram a ira dos Elfos Noturnos, que consideravam aquelas terras sagradas.

Lembram o que eu disse sobre perturbar elfos?

Os elfos noturnos atacaram a Horda com fúria, mas os orcs conseguiram rechaçar os ataques. O próprio semideus Cenarius, sentindo um sinal de corrupção demoníaca nos orcs, avançou sobre eles. Em resposta, enganado pela Legião, Grom Grito Infernal usou sangue demoníaco para se tornar mais forte e matar Cenarius.

Eventualmente Aliança e Horda se aliariam para purificar Grom e caçar os demônios em Kalimdor. Neste ponto, contudo, os elfos noturnos já não confiavam mais nesses forasteiros, iniciando ataques selvagens contra Aliança e Horda sem distinção. Em meio a esse caos, as forças do Flagelo e da Legião chegaram a Kalimdor.



A Batalha de Hyjal e a transformação dos Kaldorei

Os demônios e mortos-vivos avançaram em direção a Hyjal, tendo como alvo a Árvore do Mundo Nordrassil. Eventualmente, Aliança, Horda e os elfos noturnos se aliaram numa única força, defendendo o Pico de Hyjal para que o druida Malfurion montasse uma armadilha. Usando as forças da natureza, Malfurion enganou o demônio Archimonde, atraindo-o até Nordrassil, e então usando o poder da árvore para detoná-la. destruindo Archimonde e frustrando os planos da Legião. Aliança, Horda e os elfos noturnos então puderam caçar e expulsar os demônios remanescentes.

Embora não tivesse sido totalmente destruída, Nordrassil perdeu muito de seu poder. A árvore viria a se revitalizar, mas a ligação dela com os Kaldorei seria perdida para sempre. Não mais imortais e sem as bençãos dos dragões, os elfos noturnos viriam a se ver perdidos num mundo novo e desconhecido, mais perigoso do que nunca. Ainda temerosos com os orcs que destruíam suas florestas e mataram Cenarius, os elfos noturnos eventualmente se uniram à Aliança.



A Ascensão dos Elfos Sangrentos

Após a invasão do Flagelo, o filho de Anasterian, o Príncipe Kael'thas Andassol, retornou de Dalaran para liderar os sobreviventes de seu povo. Renomeando-os "Sin'dorei", os elfos sangrentos, ele incitou uma renovação da antiga mentalidade altaneira. A destruição da Nascente do Sol fez os elfos perceberem o quanto tinham se tornado dependentes de sua energia, e a falta dela os marcou com dores e fraqueza terríveis. Desesperadamente, eles buscaram novas fontes de poder. Kael'thas e sua elite, os Solfúria, partiram para auxiliar a Aliança e buscar uma nova fonte de poder para seu povo, deixando Lor'themar Theron como Lorde Regente de Quel'thalas em sua ausência.

As coisas não seriam boas para Kael. O comandante da Aliança em Lordaeron, Lorde Garithos, era um racista terrível que simplesmente odiava os elfos (e os anões e os gnomos! Que absurdo!). Kael'thas e suas forças eram enviados em missões cada vez mais suicidas, até o ponto de serem acusados de traição. Aliando-se às nagas, os elfos sangrentos de Kael'thas fugiram para Terralém, em busca de Illidan, que escapara de sua prisão durante a invasão da Legião Ardente.

Em Terralém, Illidan ensinou os elfos sangrentos a sorverem as energias mágicas de outros seres, em especial demônios, para se sustentarem. Kael'thas então capturou a Bastilha da Tormenta, uma fortaleza Naaru, e capturou um Naaru, M'uru. Em seguida, enviou o líder de seus magísteres a Quel'thalas para ensinar as novas técnicas a todos os elfos, bem como levar M'uru como um "presente" para que se alimentassem. Os elfos sangrentos, abraçando os novos ensinamentos e se fortalecendo, começaram a reconstruir seu reino. Contudo, ainda pouco numerosos, buscaram uma aliança com a Horda a fim de alcançar a "terra prometida", Terralém. M'uru, por sua vez, foi mantido cativo. Os elfos sangrentos fundariam uma ordem de Paladinos própria, os Cavaleiros Sangrentos usando as energias luminosas do Naaru como fonte de poder.

Nem todos os elfos aceitaram os novos ensinamentos, contudo. Escolhendo se manter íntegros e buscando formas alternativas de resistir ao vício em magia, esses elfos voltaram a se chamar elfos superiores. Em resposta, foram exilados de suas casas.

Da mesma forma, muitos elfos superiores ainda viviam em outras terras, longe de Quel'thalas. Dalaran, apesar de devastada, conseguiu salvar muitos de seus residentes através de magias de teleporte. Muitos elfos superiores também viviam nas Terras Agrestes, próximas a seus aliados anões do clã Martelo Feroz. Também muitos tinham partido com Jaina Proudmore. Um povo dividido e enfraquecido, consumido pelo vício mas resistindo-o com força de vontade férrea, os elfos superiores alcançariam seu ponto mais baixo, enquanto os elfos sangrentos ascendiam em poder.

Eventualmente, Kael'thas se aliaria à Legião Ardente e tentaria repetir os atos de Azshara. Na batalha para impedir que a Nascente do Sol fosse usada como portal para a vinda do Lorde Demônio Kil'jaeden, a Nascente seria restaurada e os elfos voltariam a ter uma fonte de poder pura para se manterem. Contudo, já era tarde demais: a divisão entre elfos sangrentos e superiores já era profunda e irreversível.



Os Elfos Noturnos, hoje

Os elfos noturnos estão num momento revolucionário de sua história. Muitos dos mais antigos pereceram, os mais jovens se veem diante de um mundo novo. Não mais imortais, com seu elo com a natureza reduzido e sua população reduzida, eles agora fazem parte da Aliança. Antes confinados às suas florestas no norte de Kalimdor, eles agora espalham-se pelo mundo em busca de oportunidades. Os papeis tradicionais de homens e mulheres se misturam, e os jovens começam a ganhar mais e mais influencia em sua sociedade, transformando-a radicalmente.

Mais radical ainda, a magia arcana, antes banida, passou a ser tolerada, ainda que com desconfiança, graças ao contato com as raças da Aliança. Ainda mais surpreendente, um séquito pequeno de altaneiros, confinados por milênios na cidade de Eldre'thalas (vulgo Gládio Cruel), finalmente voltou à sociedade noctiélfica, trazendo conhecimentos antigos de magia, que os mais jovens começam a aprender a usar.



Os Elfos Sangrentos, hoje

Membros da Horda, traídos pelo seu príncipe, os Elfos Sangrentos buscam hoje se fortalecer e restaurar a antiga glória de Quel'thalas. Embora alimentados pela Nascente do Sol, eles ainda têm o terrível vício em magia. Eles agora fundaram o Relicário, uma sociedade de exploradores que buscam artefatos mágicos, e auxiliam a Horda em seus esforços de guerra. Não mais confiando em humanos ou na Aliança, tendo muitos de seus anciões chacinados, os elfos sangrentos adotam uma postura agressiva, proativa e perigosamente amoral.



Os Elfos Superores, hoje

Divididos, enfraquecidos e muitas vezes esquecidos, os elfos superiores começam a se reorganizar. Sob os auspícios do Pacto de Prata, os elfos de Dalaran começam a reunir e organizar seu povo. Orgulhosos de terem resistido ao vício, com a vontade fortalecida e com um profundo rancor em relação a seus irmãos Sin'dorei, os elfos superiores agora buscam um lugar no mundo. Membros da Aliança, não se sabe qual será seu próximo passo. Será que um dia virão a tomar uma posição mais importante nas políticas das raças? Só o tempo dirá.

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Re: Os Povos Élficos: uma breve história

Mensagem por Viajante, o Cruzado em Seg Abr 08, 2013 11:53 am

Bom, para quem quiser ver alguns desses eventos:

Gládio Cruel (Masmorra nível 40+): Uma antiga cidade Kaldorei chamada Eldre'thalas, aqui um grupo de altaneiros chamados Shen'dralar sobreviveram por milênios usando um demônio como fonte de poder. Eventualmente, o demônio se tornou poderoso demais para ser contido. Recentemente, os Shen'dralar reapareceram e retornaram à sociedade Kaldorei, restaurando o uso de magia arcana após muitos milênios em que ela foi proibida, mas ainda há Shen'dralar mantidos oprimidos pelo insano Príncipe Tortheldrin.

Bastilha da Tormenta (Raide 70, 25 pessoas): Aqui você confronta Kael'thas Andassol pela primeira vez após descobrir que ele está aliado à Legião (essa descoberta é feita nas missões da Eternévoa que se iniciam na Área 52).

Templo Negro (Raide 70, 25 pessoas): Illidan Tempesfúria, após escapar da prisão, tornar-se um meio-demônio e fugir para Terralém, refugia-se no Templo Negro de Karabor, erguendo uma horda de seguidores para se proteger da ira da Legião Ardente. Trailer oficial contando a história do Templo Narrado por Akama dos Draenei (recomendo!).

Terraço dos Magísteres (Masmorra nível 68 [normal] ou 70 [heroico]): Localizado na Ilha de Quel'danas. Mostra o retorno de Kael'thas após sua derrota na Bastilha da Tormenta, preparando o caminho para a vinda de Kil'Jaeden.

Platô da Nascente do Sol (Raide 70, 25 pessoas): Mostra a tentativa da Legião de retornar através da Nascente do Sol, liderada pelo Arquidemônio Kil'Jaeden. Também mostra a corrupção de M'uru e a restauração da Nascente do Sol com a ajuda dos Draenei. Trailer oficial da Raide narrado por um Kael'thas corrompido. Conta também a história dos elfos superiores e sangrentos, bem resumida.

Batalha do Monte Hyjal (Raide 70, 25 pessoas): Volte no tempo para rever a batalha do Monte Hyjal, em que Aliança, Horda e os elfos noturnos uniram forças para impedir o arquidemônio Archimonde de clamar Nordrassil. Os eventos dessa batalha levariam à perda da imortalidade dos elfos noturnos.

Nascente da Eternidade (masmorra heroica 85): Volte 10.000 anos no tempo para rever a batalha final entre os elfos noturnos e a Legião, para impedir que a Rainha Azshara evoque Sargeras a Azeroth. Você luta ao lado de Tyrande, Malfurion e Illidan, inclusive! Para evitar paradoxos temporais, os viajantes no tempo são disfarçados de elfos noturnos. (Parte do conjunto de três masmorras da Hora do Crepúsculo, em que você viaja a diversas eras para recuperar a Alma Dragônica e entregá-la a Thrall para derrotar o Asa da Morte. Vale a pena ver todas).

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Respeito: Cada coisa tem sua conexão com o mundo; Não maltrate o que você valorizaria se fosse seu.
Tenacidade: O mundo é grande demais para ser refeito em um dia; Perseverança gera força.
Compaixão: Você conquista mais iluminando as vidas alheias do que a sua própria; Ofereça ajuda sem pedir nada em troca, mas sem desvalorizar aquele que a recebe.

Um mundo melhor é minha felicidade. A tragédia alheia piora o mundo. Estamos todos ligados.

Esta é a essência da Luz Sagrada.
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